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sábado, 4 de setembro de 2010

José Flávio Vieira

Médico, escrivinhador nas horas vagas, dramaturgo bisssexto.Autor de: "A Terrível Peleja de Zé de Matos com o Bicho Babau nas Ruas do Crato" e "Matozinho vai à Guerra"

Geraldo Urano

Poeta cratense, nascido em 10 de junho de 1953. Autor dos livros Despretensionismo, em parceria com Rosemberg Cariry(1975), Vaga-Lumes (1984) e o Belo e a Fera (1989). Participou da coletânea Poesia de Agora, editado pela Secretaria de Cultura do Ceará (1981). Publicou o poema A Cor do Lírio em formato de folheto de cordel (1986).Tem poemas publicados em vários periódicos literários, a exemplo da revista Seriará e dos jornais Nação Cariri e Folha de Piqui. Assinou seus poemas, também, como Geraldo Gandhi, Geraldo Mérkur, Geraldo Efe,Geraldo Orinco, Lima Batista e Eduardo Batista. É autor de várias letras musicadas, algumas gravadas, por compositores caririenses, como Luiz Carlos Salatiel, Pachelly Jamacaru, Cleivan Paiva, Paulinho Chagas, Bá Freire, Abidoral Jamacaru e Calazans Callou.
Fonte:blog Vaga Lumes

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pachelly Jamacaru

Ensaiando há meses para esse lançamento, o artista Pachelly Jamacaru lança não hum, mas 3 blogs com conteúdos diversos a fim de abranger uma pequena parte da obra por ele produzida. Na verdade, os blogs representam apenas algumas facetas deste Cratense notável, que possui mais de 400 composições populares de altíssimo nível, é um Fotógrafo premiado Nacionalmente e poeta de primeiro nível, com suas centenas de poemas, a ser lançado em livro em breve!
Pachelly é um daqueles raros exemplos da Arte produzida no Cariri. Atuante em diversas áreas, com 3 belos CDs gravados, elogiadíssimo pela crítica, e inúmeras exposições de seus trabalhos fotográficos, confessa: "Eu não poderia estar mais feliz neste ponto da vida, em que posso compatilhar um pouco da arte que produzo com as pessoas que me são gratas ao longo da vida, embora eu veja que tudo na vida é vaidade, e que o sentido da vida está na nossa capacidade de saber enxergar o mundo através dos melhores ângulos".
E isso, certamente é o que Pachelly Jamacaru sabe fazer de melhor. Através do website regional ZOOMCARIRI, www.zoomcariri.com ,que concentra grande parte dos grandes fotógrafos da região do Cariri, Pachelly Jamacaru se faz notar de imediato, com sua extrema habilidade e conhecimento sobre a arte da fotografia e seu olhar inusitado, que caracteriza os grandes gênios dessa arte. Não foi à toa que recebeu o prêmio de Destaque da concorridíssima revista "FOTOGRAFE MELHOR" por um de seus trabalhos.
Assim, é que o Blog do Crato também dá as boas-vindas aos novos Blogs "PACHELLY JAMACARU" , para deleite de todos nós que amamos a arte verdadeira e a sua essência!
Fonte: Blog Pachelly Jamacaru

Cleivan Paiva

"Cleivan Paiva é de Simões, Piauí. Cearense por destino. Em sua primeira arribada pousou, de viola em punho, no Cariri cearense. Em Crato, início dos anos setenta, uniu-se a poetas do Grupo de Artes Por Exemplo-principalmente ao poeta Rosemberg Cariry. Nasceram as primeiras parcerias e vieram os tempos dos "Ases do Ritmo", grupo local de bailes, e as apresentações, como compositor, no movimento artístico da região. No violão e na guitarra, Cleivan tecia o fio de sua trajetória musical. Tudo lá, registrado no seu fraseado: do toque seresteiro-herança paterna- à batida de bossa nova; do ponteio da viola de feira àquela escala ao modo de um velho blue; beatlemania, bandas cabaçais, jovem-guarda, rodas de maneiro-pau e tropicália; balacubaco geral que o artista mais atento e inquieto incorpora sem copiar e devolve sob a forma de composições de extrema originalidade. Tudo, enfim, sem render-se aos modismos das chamadas "indústrias de cultura". "Guerra e Paz" é isto aí: uma mostra da materialização dessa longa trajetória sonora, vivenciada na geografia de díspares regiões. Nos anos 70, Cleivan formou, ao lado de Bá Freire, Isânio Santos, Audizio (Tapioca) e Bill Soares (ex- Papa Poluição) - o Ave de Arribação. O grupo arribou mesmo e, fatalmente, atuou em São Paulo; shows no metrô, nas praças e nos teatros da periferia. Quando desfeito, seus integrantes buscaram outros rumos musicais. Cleivan fez (faz) de tudo no ramo; desde gravações, como acompanhante em estúdios, até apresentações em casas noturnas. Também atuou em festivais: na Tupi classificou "Perímetro Urbano" (Nota: Na ocasião defendida por Marku Ribas) , incluída nesse disco (nele rende tributo a Victor Assis Brasil, tocando-a com arranjo do genial saxofonista). Antes disso, participou do Festival Universitário de SãoPaulo, com trabalhos de parceria com Rosemberg Cariry e Ivan Alencar. Conhecíamos Cleivan através de inúmeras fitas que caíam em nossas mãos, neste circuito ultramarginal, revelador das mais ricas reservas musicais que não estão no mercado. Mas, por aí a obra fica escondida e só os mais chegados tem o privilégio de ouvi-la. É necessário, então, romper o cerco imposto pela indústria fonográfica multinacional, aliada a certos impérios da comunicação vendidos aos seus interesses. E pinta o inevitável disco independente ou alternativo. Guerra e Paz é mais um nesta desigual batalha contra os "gigantes" que anunciam um certo "marasmo cultural"no atual momento brasileiro e tiram do colete rendosos modismos musicais que vem "salvar"o país desta suposta indigência criativa . Toda esta farsa se passa na terra de Vandré, Hermeto, Elomar, Cego Oliveira e Chico Maranhão; isto sem falar em tantos outros músicos e compositores de extraordinário talento que só tem suas canções registradas nos cassetes da vida. São os passageiros daquele trem que avança, conforme escreveu Marcus Venícius, "sem chegar a nenhuma estação/de rádio/sem fazer nenhuma parada/de sucesso!" Até quando permanecerá este boicote contra a mais legítima música popular brasileira ? Sabemos apenas que é preciso teimar na resistência, na lutra contra este imperialismo cultural." Texto de Firmino Holanda escrito em 1984. Atualmente Cleivan Paiva mora no Crato, CE.
Fonte: Música do ceará

Cego Aderaldo

Aderaldo Ferreira de Araújo, o Cego Aderaldo, nasceu no dia 24 de junho de 1878 na cidade do Crato — CE. Logo após seu nascimento mudou-se para Quixadá, no mesmo estado. Aos cinco anos começou a trabalhar, pois seu pai adoeceu e não conseguia sustentar a família. Tomou conta dos pais sozinho. Quinze dias depois que seu pai morreu (25 de março de 1896), quando tinha 18 anos e trabalhava como maquinista na Estrada de Ferro de Baturité, sua visão se foi depois de uma forte dor nos olhos. Pobre, cego e com poucos a quem recorrer, teve um sonho em verso certa vez, ocasião em que descobriu seu dom para cantar e improvisar. Ganhou uma viola a qual aprendeu a tocar. Mais tarde começou a tocar rabeca. Algum tempo depois, quando tudo parecia estar voltando à estabilidade, sua mãe morre. Sozinho começou a andar pelo sertão cantando e recebendo por isso. Percorreu todo o Ceará, partes do Piauí e Pernambuco. Com o tempo sua fama foi aumentando. Em 1914 se deu a famosa peleja com Zé Pretinho (maior cantador do Piauí). Depois disso voltou para Quixadá mas, com a seca de 1915, resolveu tentar a vida no Pará. Voltou para Quixadá por volta de 1920 e só saiu dali em 1923, quando resolveu conhecer o Padre Cícero. Rumou para Juazeiro onde o próprio Padre Cícero veio receber o trovador que já tinha fama. Algum tempo depois foi a vez de cantar para Lampião, que satisfez seu pedido — feito em versos — de ter um revólver do cangaceiro.
Tentando mudar o estilo de vida de cantador, em 1931, comprou um gramofone e alguns discos que usava para divertir o povo do sertão apresentando aquilo que ainda era novidade mesmo na capital. Conseguiu o que queria, mas o povo ainda o queria escutar. Logo depois, em 1933, teve a idéia de apresentar vídeos. Que também deu certo, mas não o realizava tanto. Resolveu se estabelecer em Fortaleza em 1942, onde veio a abrir uma bodega na Rua da Bomba, No. 2. Infelizmente o seu traquejo de trovador não servia para o comércio e depois de algum tempo fechou a bodega com um prejuízo considerável.
Desde 1945, então com 67 anos, Cego Aderaldo parou de aceitar desafios. Mas também, já tinha rodado o sertão inúmeras vezes, conseguira ser reconhecido em todo lugar, cantara pra muitas pessoas, inclusive muitas importantes, tivera pelejas com os maiores cantadores. E, na medida em que a serenidade, que só o tempo trás ao homem, começou a dificultar as disputas de peleja, ele resolveu passar a cantar apenas para entreter a alma. Cego Aderaldo nunca se casou e diz nunca ter tido vontade, mas costumava ter uma vida de chefe de família pois criou 24 meninos.
Texto extraído do livro "Eu sou o Cego Aderaldo", prefácio de Rachel de Queiroz, Maltese Editora — São Paulo, 1994.

Abidoral Jamacaru

O cantor Abdoral Jamacaru é oriundo de uma boa safra de cantores e compositores do Cariri, já fez trabalhos memoráveis, como “ O Peixe”, e no final do ano passado, lançou, na Mostra SESC Cariri de Cultura, seu terceiro CD, "Bárbara". Em seu novo trabalho, o público é brindado, em um repertório com 15 músicas, com um som que mistura as batidas do rock nordestino e nacional, e até mesmo com o forró pé-de-serra. As letras chamam atenção para a política e a história regionais, sem deixar de fora mensagens que pregam a conscientização ambiental.
A produção do novo disco foi, nas palavras do músico, uma "experiência ousada", pois o projeto contou com três meninos da Fundação Casa Grande, de Nova Olinda, com idade entre 16 e 21 anos, que, além de tocar, também participaram na feitura dos arranjos. Abdoral afirma ter apreciado a experiência: "eu sempre arrisco, mas gosto". "Bárbara" é resultado do apanhado de composições do início da carreira do cantor até outras atuais. Nota-se uma forte presença de pianos e guitarras, mas os arranjos musicais chamam atenção pela sua simplicidade. O disco remete bastante ao estilo MPB, de Chico Buarque, como nas músicas "Minha", "Bárbara" e "Surpresa". Em outros momentos, usa um estilo bem regional, como na canção "Amor beato" e "Cantiga de coco para Azuleica e Asa Branca", já gravada em "O Peixe", ganhando um ritmo mais rústico nessa nova versão. Abdoral explica que regravou a música procurando se aproximar mais dos cantadores de coco: "No anterior, foi uma coisa mais arranjada, com instrumentos mais elaborados. Nesse aqui, coloquei um pouco mais de rusticidade, brincando com o ritmo".
Mantendo a linha dos dois CDs anteriores, "Bárbara" apresenta muitas letras revelando a preocupação do compositor com o meio ambiente, com destaque para a faixa "Vida". "Nós vivemos dentro de um planeta. Essa idéia que a gente mora em países, estados, cidades... Isso é tudo meio ilusório. Na verdade, o planeta é um só. E o homem é da mesma natureza. Não importa se ele é africano, asiático ou americano. As necessidades são as mesmas. Na música 'Vida', faço uma ode à vida, chamando atenção para isso. Eu digo que coabitamos todos juntos no planeta: eu, tu, ele, nós, vós, eles. Conjugo o verbo viver. Uma ode à vida".
As composições são carregadas de referências históricas e folclóricas, cada uma contando uma história diferente. "Tento expressar aquilo que penso, e que pode contribuir no sentido de dar um toque pras pessoas. A questão da absorção da mensagem vai depender de cada pessoa, do estado de espírito em que ela se encontra" responde Abdoral a respeito do uso da música como forma de conscientizar a população.
A canção que dá nome ao disco é uma homenagem a Bárbara de Alencar, uma mulher ousada e que causa grande admiração no cantor. "Ela comandou uma revolução de importância nacional, e colocou todos os filhos nessa luta. Me preocupa muito essa questão da memória dela, que é pouco reverenciada. Pouco se fala de Bárbara de Alencar. A história dela tem um sentido muito grande. Então, resolvi fazer uma música, um resumo de sua história e dar o nome dela ao título do CD, uma forma de agradecer o que ela fez nós, uma homenagem”, justifica.
Abdoral diz que não tem um estilo definido, pois suas músicas são resultado de várias influências musicais, atuais ou antigas. "Eu não defino a música entre tipos. A música para mim, como disse Gilberto Gil, só tem dois tipos: a boa e a ruim. Não importa que estilo seja. Toda música que eu faço, procuro fazer o melhor que posso", diz ele. A produção do CD "Bárbara" demorou dois anos, mas ele explica que o maior empecilho para seu trabalho foi a questão econômica: "Nós começamos a gravar, depois faltou dinheiro. Retomamos, mas faltou dinheiro de novo. É sempre muito difícil fazer um trabalho desse tipo. É preciso ter muita convicção do que quer fazer".
Fonte: Wikipédia

Manel D'Jardim

Manel D´Jardim, cognominado "A lenda Viva" lança seu CD "Além da lenda", trago este vídeo postado no Youtube, em que aproveito para divulgar pra vocês todo o talento e a irreverência desse músico Sui Generis que temos aqui como um patrimônio do Cariri:
Fonte: CaririCult